De acordo com a Tradição, os sacerdotes de Memphis, prevendo a queda da Civilização Egípcia, ocultaram os conhecimentos sob a forma de um baralho que, hoje em dia, é conhecido pelo nome de Tarot e o legaram aos profanos, sabendo que devido ao hábito do jogo, tais conhecimentos chegariam à posteridade.

G.O. Mebes







terça-feira, 22 de março de 2011

Rosas no Centro Espírita




  (imagem da roseira na janela da minha casa)


Sou ascendente à espírita. Digo ascendente, pois há muito o que melhorar dentro de mim para que eu me considere Espítita com "E" maiúsculo. A reforma íntima está ainda no começo, há muito ainda o que arrumar aqui por dentro. 
Trabalho em um Centro Espírita Kardecista aqui em Porto Alegre. 
O trabalho que fazemos por lá é de amor. Assistimos às palestras da Casa Francisco Xavier. Trabalhamos nas salas de atendimento ao público, transmitimos o passe . *O passe também é conhecido como fluidoterapia. O passista recebe do Alto, das Entidades de Luz, o fluído puro e salutar através de seu chakra coronário, que desce ao coração e através de seus braços e sai pelas mãos, transmitindo assim, ao irmão necessitado que recebe através de seu chakra coronário, cardíaco e esplênico esta energia curativa, abençoada e harmoniosa. Eu participo de trabalhos voluntários dentro da casa com outros irmãos muito abnegados e bons, como a produção do lanche  que é doado com muito amor pela instituição às crianças, idosos e demais pessoas necessitadas desta ajuda no sentido da alimentação. Quando tenho um tempo maior, gosto de fazer sapatinhos e coletinhos de lã para o Centro, pois ali muitas famílias vão em busca de roupas, sapatos, enxovais para seus bebês e encontram irmãs trabalhadoras que dedicam muito do seu tempo para cobrir estes irmão mais desprovidos na área vestuária. É uma Casa de Amor a do Chiquinho. É assim que chamamos este lugar abençoado pelo Cristo e pelos Seres de Luz que ail atendem. Tanto encarnados como desencarnados, estão ali dando o melhor de si em prol do próximo.

Mas quis escrever sobre o Chiquinho, para contar uma experiência que vivi  num momento em que eu não estava trabalhando, mas sim sendo atendida pelo Mundo Espiritual lá na Casa. Para quem não sabe e por vezes nos pergunta, esclareço que os trabalhadores da casa espírita também necessitam de atendimento espiritual, assim como também da fluidoterapia. E precisamos muito, pois sendo trabalhadores nos envolvemos diretamente com os desencarnados, de forma a sentirmos tudo o que eles sentem, sofrer o que eles sofrem como se tudo isto fosse nosso, ou seja, como se estas situações fossem nossas. Então imagina se ficarmos sem o atendimento da espiritualidade, podemos até adoecer o nosso corpo físico.
Bem, então falo agora da experiência que tive ano passado, que para mim foi muito especial. Algumas pessoas acreditam, outras não... mas o importante é que sei que senti. É tão bom lembrar, pois foi um presente que ganhei.
Estava eu sentada em atendimento, passando por sentimentos e sensações que nos deixam um pouco abalados, mas que estamos acostumados, porém precisam ser amenizados e tratados  para ficarmos bem e felizes. E durante este momento meditativo,  buscando profundamente no meu interior respostas através das preces que fazemos a Deus, eis que sinto um MARAVILHOSO aroma de rosas. Não era forte, mas doce; suave... como se fosse um ramalhete que estivesse ao meu lado. Continuei de olhos fechados. Me desconcentrei por um momento, mas permaneci quieta. Pensei comigo que como eu estava próxima a uma janela da sala, deveria haver ali uma roseira plantada no térreo e com a brisa, então subiu o perfume das rosas até mim. Aproveitei o momento e agradeci a Deus aquele cheirinho agradabilíssimo que me trazia muita paz.
Ao final das orações e do atendimento eu fui rapidamente até a janela, curiosa para ver as flores. E qual foi a minha surpresa quando tudo o que vejo lá embaixo é somente o piso de cimento e sequer uma folhagem existia por ali.
Procurei entre as pessoas que estavam na sala algo que explicasse aquela sensação tão boa, queria ver as rosas em algum banco, ou em algum canto...queria saber o que aconteceu. Queremos sempre ver para crer. E foi então que me dei conta do presente que recebi do Mundo Espiritual e estando numa casa espírita muitas coisas existentes não são para serem vistas com os olhos físicos, mas sim com olhos do espírito. Mas ninguém mais havia sentido além de mim.
Ainda me pergunto o 'porque' do merecimento deste presente. Mas aceitei com gratidão e alegria, pois foi em um momento em que precisava receber flores, mesmo que fossem invisíveis aos olhos, mas sentidas no coração.

Nem sempre é preciso ver para crer. O importante é sentir...

Precisamos sentir mais. 
Sentir o friozinho das manhãs do outono que está começando... sentir aquele amigo ou colega que quer se aproximar, e que por vezes não percebemos ... sentir o oxigênio entrando e saindo dos pulmões, fazendo uma respiração completa umas cinco vezes ao dia (uma boa respiração deve ser exercitada sempre)... sentir o amor de um cãozinho que se aproxima na rua, que  por vezer só quer um olhar de carinho... sentir o Sol na pele, o solsinho do amanhecer tímido que anima e dá força para o novo dia que começa... sentir amor pelo próximo mais próximo, que por vezes é um familiar, um vizinho, um animal, uma planta pedindo água... 

Enfim, sentir é a minha dica para hoje (e sempre!!!).